Lab

INS-01A Máquina do VencedorAnalisa · Território Analisar

Agendar conversa

INS-01·Operação: Analisa·Território Analisar

Um painel flexível quase sempre acha um vencedor.
Inclusive quando não houve efeito nenhum.

Doze métricas, seis turmas e quatro janelas dão 288 comparações possíveis. Cada uma carrega ruído amostral. Escolher a maior delas não devolve a maior verdade, devolve o maior ruído. Defina abaixo o efeito real da sua intervenção, inclusive zero, e veja o que o painel destaca.

INS-01Instrumento

A Máquina do Vencedor

Mude os controles e observe duas leituras do mesmo trimestre: procurar o melhor recorte depois de olhar, ou responder a uma pergunta fixada antes.

Como você mede

Como você lê o painel

Sorteia um novo trimestre com os mesmos parâmetros. O vencedor muda de lugar; o tamanho, quase não.

O que o painel reporta

Comparações possíveis

288

métricas × turmas × janelas

Efeito real

+0,0

definido por você

Reportado pelo painel

+7,0

o melhor recorte

Inflação

+7,0

reportado menos real

Recortes acima da barra

9

parecem convincentes isoladamente

Distribuição das comparações

Dados simulados

Os números abaixo vêm de sorteios gerados no seu navegador a partir dos parâmetros que você define. Nenhum deles descreve turma, cliente ou piloto real.

Distribuição de todas as comparações simuladas. O efeito real aparece como linha tracejada, o achado escolhido pelo painel como triângulo cheio, e a leitura de uma pergunta fixada antes como círculo vazado.achado do painelpergunta fixadaefeito real−14,8+14,8diferença observada, em pontos percentuais

Você comparou 288 combinações de métrica, turma e janela. O efeito real que você definiu é +0,0 pp. O melhor recorte do painel, na métrica 5, turma 6, janela 3, mostra +7,0 pp. Nada aconteceu, e mesmo assim aparece um vencedor com +7,0 pp. Isso é o máximo de 288 números ruidosos, não uma intervenção. Rode o trimestre de novo: o vencedor muda de lugar e o tamanho continua parecido.

Próximo passo · Antes de escalar o programa que apareceu melhor, pergunte quantas comparações foram olhadas para chegar até ele. Se ninguém souber responder, o número é maior do que parece.

O que este instrumento não sabe

Observa
apenas os sorteios desta simulação, com os parâmetros que você definiu nos controles.
Infere
o viés de seleção, calculado como a diferença entre o valor reportado e o efeito real que você fixou.
Simula
todos os dados. Ruído normal, desvio-padrão de 15 pp e 60 pessoas por turma, o que dá um erro-padrão de 2,74 pp por comparação.
Não consegue separar
num painel real, quanto de um achado é efeito e quanto é seleção. Isso só se resolve fixando a pergunta antes ou guardando uma amostra para validação. É a limitação central, e mais dados não a removem.
Está faltando
a estrutura de correlação entre as suas métricas. Métricas correlacionadas reduzem o número efetivo de comparações independentes, e este modelo não sabe qual é o seu.
Limites
assume comparações independentes e ruído normal. Com correlação e distribuições assimétricas os números mudam; a direção do viés, não.

Procedência

De onde vem o argumento

Múltiplas comparações e controle de FDR já são estudados em educational data mining. O que este instrumento faz é traduzir o problema para a leitura de um painel exploratório de L&D, onde o recorte é escolhido depois de olhar.

  • Benjamini & Hochberg (1995), Journal of the Royal Statistical Society B 57(1), 289–300.
  • Gelman & Loken (2013), The garden of forking paths.
  • Ioannidis (2008), Epidemiology 19(5), 640–648.

Próxima etapa

Quantos recortes foram olhados antes do último achado que virou decisão?

Se a resposta não existe no seu relatório, ela também não existe na sua estimativa de efeito. Dá para consertar isso no desenho da análise, antes de virar promessa de resultado.